Chichá

Você, provavelmente, conhece os seus vizinhos, as placas de trânsito, identifica os símbolos que no dia a dia nos ajudam a viver socialmente. Mas por que será que, normalmente, não sabemos identificar as árvores que nos cercam, as árvores que são nossas vizinhas? Numa tradicional praça do centro da cidade de São Paulo, Regina Casé foi perguntar isso para as pessoas e acabou conhecendo uma comunidade que tem muito orgulho de ser vizinha do Chichá, uma árvore centenária que habita o Largo do Arouche.

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Chichá

xixá, araxixá, boia, boia-unha-d’anta, coaxixá, pau-de-boia, pau-de-cortiça

Nome científico
Sterculia apetala (Jacq.) H. Karst.

Família
Malvaceae

Características morfológicas:

Árvore de 10-20 m, dotada de raízes que se desenvolvem junto com o tronco, acima do solo.

tronco de 40-60 cm de diâmetro.

folhas simples, de 15-20 cm de comprimento, dotadas de margens profundamente recortadas, dando a impressão de que se tratam de três folhas geminadas.

flores sem pétalas, de 2,5-3,5 cm de diâmetro, constituídas por um cálice de 5-6 segmentos côncavos e ovais, de cor amarela e com pigmentos roxos, agrupadas em cachos de até 25 cm de comprimento e densamente cobertas por pelos.

fruto verde-amarelado a pardacento, coberto por pelos externa e internamente, do tipo cápsula lenhosa e seca, dividido em 5 segmentos de 6-12 cm de comprimento por 3-6 cm de largura cada, e sustentado por uma haste de até 30 cm de comprimento. Cada segmento se abre espontaneamente liberando as sementes contidas em seu interior.

semente grande, de 2,5 cm de comprimento por 1,5 cm de largura, elíptica, negra, brilhante e coberta por farpas que alfinetam a pele, dotada de castanha oleosa em seu interior.

floração ocorre entre os meses de novembro e março. Os frutos amadurecem no período maio-setembro.

uso/árvore majestosa e ótima para o paisagismo em geral e de serventia para a apicultura.

uso/madeira leve, mole e de baixa durabilidade natural. Empregada em obras internas, forros, no fabrico de palitos de fósforo, de pasta celulósica e de molduras.

uso/outras utilidades os frutos abertos são usados como adornos, principalmente como cinzeiros. Na América Central as sementes, comestíveis, são consumidas torradas e utilizadas, moídas, no preparo de uma bebida refrescante local. Tribos indígenas, como a norte-americana etnia Kofán, utilizava o óleo da semente para tratar as erupções cutâneas.

obtenção de sementes Colher os frutos da árvore, quando iniciarem a abertura espontânea, ou colher as sementes diretamente do chão. Em seguida, levar os frutos ao sol para completar o processo de liberação das sementes.

produção de mudas Colocar as sementes para germinar direto em recipientes individuais contendo substrato organo-arenoso. Mantê-los em ambiente semi-sombreado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-30 dias e a taxa de germinação é de 60%. Transplantar as mudas para o local definitivo em menos de 5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é moderado.

referêcia bibliográfica Esteves, G. 2010. Sterculia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro | Karsten, G. K. W. H. “Sterculia apétala (Jacq.) H. Karsten. — STERCULIACEAE”. In H. Karsten, “Florae Columbiae terraumque adjacentium specimina selecta in peregrinatione duodecim annorum observata delineavit et descripsit”. Ferdinandi Duemmleri Successores, Berlin. 2: 35, pl. 118, 1869 | LORENZI, Harri. “Árvores Brasileiras Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil”. Vol. I. Editora Plantarum, Nova Odessa, São Paulo, 1992, p.32 | “Sterculia apetala” in “Contributions from the United States National Herbarium”, Volume 23, p. 795-796. Government Print. Off., 1957.

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